Águas Rasas (The Shallows), de 2016, dirigido por Jaume Collet-Serra

Diferente das indicações anteriores, nas quais a sobrevivência se dá pela fuga do que o ser humano produz a si próprio, em Águas Rasas, a força humana é colocada em cheque ao se transformar na parte frágil da cadeia alimentar da natureza. A surfista Nancy (Blake Lively) está a poucos metros da costa, quando se depara com um tubarão branco pronto a realizar sua ação mais trivial do dia: alimentar-se. Tal qual fazemos diariamente, ao colocar um boi ou galinha abatidos por outrem em nosso prato, assim é o tubarão branco, que necessita de carne para atravessar mais um dia de existência. Nesse duelo da cadeia alimentar, Nancy (a nada super poderosa humana) tentará garantir sua sobrevivência, enquanto tenta frustrar a mesma luta íntima daquele ser marinho.

Muito mais do que um mero filme de tubarão a que estamos acostumados, este título investe na alegoria que a perseguição do devorador das águas sugere. Submergindo na construção pessoal da personagem, passamos a conhecer seus medos, desejos e seus questionamentos no que tange a vontade por viver.

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