Pagando Bem, Que Mal Tem? (Zack and Miri Make a Porno), de 2008, dirigido por Kevin Smith

Constante de nossa lista de Filmes de Natal, Pagando Bem não tem absolutamente nada de natalino. Trata-se de mais uma desculpa esfarrapada a permitir que Kevin Smith faça o que faz de melhor: escrever diálogos e escrutinar as relações humanas sem pudor ou floreios. Smith é o diretor de verdadeiras pérolas do cinema independente como “O Balconista” e “Procura-se Amy”, além de filmes maiores como “Dogma”. Apesar de ter feito também algumas bombas, Smith, nerd de carteirinha, costuma ir bem em sua obsessão por analisar as relações e é exatamente este o caso aqui.

O Zack e a Miri do título original, interpretados por Seth Rogen e Elizabeth Banks, são amigos desde os tempos da escola quando ambos eram meio que os losers que toda escola americana tem. Hoje, apesar de continuarem a ser dois merdas, eles ainda retêm aquela dignidade patética de quem se coloca como superior ao resto do mundo como forma de evitar olhar para si e perceber o quão merda sua vida é, o que é exatamente o caso. Depois de uma reunião da turma deles da escola, como também parece ser algo obrigatório nos EUA, e de terem a luz cortada da casa que dividem, os dois resolvem, por uma série de razões que prometo que fazem sentido, fazer um filme pornô estrelado por eles mesmo. Isso, evidentemente, vai dar muito pano pra manga, vai permitir a Kevin Smith escalar várias atrizes pornô no longa e também será hilário. É das melhores comédias disponíveis na Netflix e vai te ensinar o que é o leme holandês, o que por si só vale o seu tempo.

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