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A Netflix tem um catálogo vasto, com filmes dos mais variados tipos e para os mais diversos gostos. Eu só rogo a todos que fiquem longe das muitas comédias turcas que tem por lá. Sério mesmo. Fiquem longe. É coisa pra deixar no chinelo o Cinema Zorra Total nacional em termos de fumegância da merda.

Hoje as indicações são bem variadas, com um filme americano protagonizado por duas estrelas de Hollywood, um francês que é mais francês do que qualquer outro filme francês que você já tenha visto e um romance nacional nos moldes dos americanos, só que não.


– Ponte Aérea, de 2015, dirigido por Julia Rezende

Sabe aqueles filmes românticos americanos protagonizados sempre por gente com empregos legais como publicitário, artistas ou qualquer outra coisa assim, uma galera super conhecedora da cena indie, que ouve as melhores bandas e o caralho? Pois bem, Ponte Aérea é EXATAMENTE isso, mas é passado no Brasil e mostra o romance que surge entre o artista-va-ga-bun-do-maconhista e carioca Bruno (Caio Blat) e a publicitária-mulher-de-carreira e paulistana Amanda (Letícia Colin). Em que pese ser um filme que poderia ser mais curto e a dificuldade que é comprar a personagem da Letícia Colin com sua cara de quem tem 20 anos como diretora criativa de uma grande agência de publicidade (apesar de ela ser a melhor coisa do longa), Ponte Aérea é um filme que fala do amor, dos encontros e desencontros dos relacionamentos, tudo se valendo do Fla x Flu eterno entre Rio e São Paulo como pano de fundo e alegoria.

Bonito e bem atuado, apesar de ter um roteiro que cria situações mais ou menos e trata o Caio Blat como o maluco mais irresistível desse planeta, Ponte Aérea é daqueles filmes que te fazem ter alguma esperança nos relacionamentos, até o momento em que deixa de fazer. Um bom e ignorado filme nacional.

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