Réquiem para um Sonho (Requiem for a Dream), de 2000, dirigido por Darren Aronofsky

Sempre que você vir uma obra assinada com esse nome aí, Darren Aronofsky, vai por mim: não só é maravilhoso, como é perfeito. Não há um só filme – repito: não há UM SÓ FILME – que não seja nota 10 em sua filmografia, tendo alguns tantos que ultrapassam essa medida e que costumamos chamar de obra-prima.

Réquiem para um Sonho vai para o mundo das drogas (em uma proposta diferente do título anterior) ilegais e legais. A narrativa nos coloca no centro do furacão de acontecimentos que destroça a vida de uma família, em uma sinfonia macabra e pesada de notas pouco harmônicas, apesar de perfeitamente ritmadas em seu compasso devastador. Trata-se de mãe que toma remédios para emagrecer, enquanto só fica de frente para a TV (outra droga bastante séria) sendo alienada por programas que a hipnotizam em um frenesi de consumo e estética, e filho que mergulha fundo na onda trazida pelo mar denso que se injeta cada vez mais no próprio corpo.

Passo a passo, nessa jornada obscura, o filme vai obrigatoriamente forçando o espectador a dançar essa valsa perturbadora e envolvente que reduz o ser humano ao nada. Nada de ação, nada de imaginação, nada de vontade. Consumidos por dentro, como se invólucros a guardar apenas o vazio errante na Terra, assim vai se apresentando cada um dos personagens dessa orquestra de horror.

Regidos pelo mestre e contando com um elenco refinado (Ellen Burstyn, Jared Leto, a maravilhosa Jennifer Connelly e até mesmo Marlon Wayans sendo sério), esta obra figura como uma das melhores em qualquer lista a se pensar.

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