– Star Trek: Discovery, 2017 -, criada por Alex Kurtzman e Bryan Fuller

Sim, é Star Trek. Você que é fanático de ficção científica já ouviu falra dessa mais nova série da franquia, mas é pra pessoa que não é o fanático que eu estou falando aqui. Star Trek: Discovery é diferente de todas as séries da franquia anteriores. Enquanto que antigamente tínhamos aventuras que não se relacionavam entre si ao longo dos episódios, em Discovery as temporadas seguem um arco definido, com começo, meio e fim, mais ou menos como as séries em geral são hoje em dia. Enquanto que nas séries anteriores o foco era na descoberta científica, diálogos e debates sobre a condição humana, Discovery foca também em ação, aventura e dilemas morais que se empilham episódio a episódio. E isso tudo com uma produção sem defeitos no que se refere os aspectos técnicos do audiovisual, com efeitos especiais que não deixam nada a dever às grandes produções de Hollywood e atuações estelares de todo o elenco, com destaque para o Sr. Saru de Doug Jones.

Se a primeira temporada é boa, ainda que um tanto irregular quanto à proposta que a série quer seguir, a segunda temporada é simplesmente espetacular, madura no que se propõe ao entreter e convidar à reflexão ao mesmo tempo e na mesma medida. Não é, portanto, uma série clássica de Star Trek, o que até fez com que recebesse muitas críticas dos trekkies, mas uma repaginada nela, com muito mais grana injetada e uma pegada que leva a ação e a aventura a lugares onde a franquia jamais esteve.

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