O Ditador (The Dictator), de 2012, dirigido por Larry Charles.

Sacha Baron Cohen é um dos gênios atuais da comédia na minha humilde opinião (confira o vídeo abaixo). Muitos dos seus personagens são criados meticulosamente para tirar o máximo que uma sátira permite, coisa que ele faz com maestria. Esse é o caso de Aladeen, proeminente ditador de uma nação fictícia que lembra algum “quistão” da vida. Caso você esteja familiarizado com as ditaduras derrubadas durante a Primavera Árabe, com Saddam Hussein ou qualquer outro(a) que concentre um poder absoluto nas mãos de um indivíduo, você perceberá para onde o longa ruma.

Em uma visita aos EUA, Aladeen perde o seu status de chefe de Estado, passando a viver como um imigrante em Nova Iorque. Na sua tentativa de recuperar seu poder, ele vai adentrando o cotidiano num país democrático, com a sua misoginia, machismo e discurso autoritário servindo de plataforma para uma crítica aos valores morais e políticos ocidentais que, com certa frequência, vemos como superiores aos do oriente médio. Em uma das cenas finais, num discurso, o longa enche a nossa cara com um tapa tão violento quanto necessário, mostrando o poder de uma sátira.

Sugestões para você: