O Fotógrafo de Mauthausen (El Fotógrafo de Mauthausen), de 2018, dirigido por Mar Targarona

O segundo filme da diretora espanhola Mar Targarona (que nome foda, hein?) parece coisa de profissional de longa estrada. o filme é vívido, envolvente e em alguns momentos aterrorizantes. Conta a história do fotógrafo catalão Francisco Boix (Mario Casas), um catalão comunista preso no campo de concentração austríaco de Mauthausen. Ele é ensinado na arte da fotografia por um oficial das SS, Paul Ricken (Richard van Weyden), o fotógrafo oficial do campo de concentração. Boix reconhece os horrores que ocorrem no acampamento à sua volta e, à medida que a notícia de que forças libertadoras se aproximam, os nazistas ordenam a destruição das evidências fotográficas das atrocidades. Boix e seus companheiros de prisão lançam então um plano para esconder negativos de filmes e proteger o material que expõe o horror.

O filme é, como esperado, escuro e frio, tanto atmosférica quanto emocionalmente. Transcendendo a crueldade do assassinato sistemático e a insensibilidade individual, Targarona constrói a complexidade de seus personagens para contar uma história bastante interessante no contexto de um terror implacável. Destaque para o ator Mario Casas que teve que perder mais de 40 quilos para desempenhar o papel.

Filme tão duro quanto necessário, merece bastante sua atenção!

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