Garimpo é um quadro do MetaFictions no qual indicamos toda semana 3 bons títulos disponíveis nas maiores plataformas de streaming. Clique aqui para conferir os anteriores.


Garimpo da semana, além de ter um fio condutor entre os títulos (como sempre tento fazer, mas nem sempre consigo), traz histórias com elementos muito comuns, mas narrativas e formas completamente distintas entre si. O tema da vez é “obsessão”, mas mais do que isso é a obsessão dentro de um relacionamento e/ou em suas relações pessoais.

O desejo é aquilo que move todo e qualquer indivíduo, capaz de colocá-lo no limite de sua moralidade e fazê-lo atravessar, sem pestanejar, a linha que o bloqueia em suas ações. O desejo pode reduzir seres humanos a bestas, se levado à sua potência máxima. E a plena vontade de realização do desejo quase sempre submerge o indivíduo, prendendo-o em uma teia voraz de obsessão.

Essas características de uma história poderão ser vistas em uma obra marcante de um diretor clássico, em uma produção independente que não segue uma narrativa trivial e em uma realização voltada para o público mais teen. Mais do que um outro Garimpo, esta edição é também um exercício de Cinema.


Ponto Final: Match Point (Match Point), de 2005, dirigido por Woody Allen

Chris (Jonathan Rhys Meyers) é um irlandês ex-jogador promissor de tênis que, agora, tenta a vida ensinando o esporte em um clube para ricos. Seu desejo por ser muito mais do que isso o coloca em contato com uma família de poder da Inglaterra, que, de graça, gosta da figura do bonito rapaz. Sua investida é tão grande que a filha se apaixona por ele, iniciando aquilo que aparentemente será um relacionamento duradouro. Mas tudo começa a sair dos eixos quando Chris fica obcecado pela noiva de seu cunhado.

Nora (pelo deslumbre Scarlett Johansson) também mantém um flerte perigoso e fervoroso para com o novo agregado. A relação entre eles vai se tornando cada vez mais forte a ponto de Chris se ver sem uma saída. Sua obsessão por ser alguém grande (o que tem conseguido a partir de seu relacionamento com a mulher de posses) será colocada em cheque por sua obsessão pelos desejos da carne, nutridos pela figura de Nora.

Diferente da maior parte dos, por vezes enfadonhos, títulos de Woody Allen, em Match Point o clássico diretor se permite fazer diferente do que costuma realizar: nem mesmo o personagem principal é uma repetição de sua própria e cansativa personalidade.

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