Negação (Denial), de 2016, dirigido por Mick Jackson

Primo Levi, um sobrevivente do extermínio judeu promovido pela Alemanha Nazista, se tornou escritor e pedia, com veemência, que nunca se deixasse de falar sobre os horrores acontecidos nos campos. A cinematografia entendeu bem o recado e diversos são os filmes cuja temática se insere neste contexto. Negação, porém, não vai para o front de batalha ou para as mazelas indizíveis sofridas nos campos. Mick Jackson, em seu filme, nos situa dentro de um tribunal. Mas o julgamento não é sobre soldados alemães ou líderes do Partido. O objeto a ser julgado é a História propriamente dita.

Deborah Lipstadt (Rachel Weisz), uma judia especialista na extermínio judaico, defende a verdade histórica que todos conhecemos. Richard Rampton (Tom Wilkinson), antissemita racista também especialista na temática, nega o que historicamente se conhece sobre o assunto. E, dentro de um tribunal surgido por conta de processos de difamação, a História é julgada.

A importância do filme se torna ainda maior em tempos nos quais os extremos políticos no Brasil e mundo afora insistem, de forma completamente infantil e ignorante, em reescrever, de acordo com o interesse de seus grupos políticos, a História.

Confira a crítica na íntegra.

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