Cinema, Aspirinas e Urubus, de 2005, dirigido por Marcelo Gomes

O personagem é um alemão de nome Johan (Peter Kenath). O ano é 1942. Mas o local não é a Europa. É o sertão nordestino, árido, quente, abatido. Johan, fugindo da poderosa guerra que perdurava por anos no velho continente, se torna vendedor de aspirinas pelo nordeste brasileiro. Como representante da Bayer, ele faz a propaganda do comprimido através da exibição de filmes em uma ação primitiva de exibição cinematográfica, através dos instrumentos que carrega em seu carro. Junto com o nordestino Ranulpho (em belíssima e sensível atuação de João Miguel), os viajantes tentam encontrar o maior número de pessoas possível.

Uma história de amizade e de diferenças, que traz na relação de um alemão e um brasileiro pobre os abismos entre duas civilizações e a união entre dois seres humanos. A vontade de sair da miséria de um, vendo em seu próprio país a representação mais próxima do inferno, e o desejo de fugir da guerra, o inferno encarnado, por outro são o alicerce de uma história bonita, sutil e cheia de vigor.

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