O Garimpo é um quadro do MetaFictions no qual indicamos toda semana 3 bons títulos disponíveis nas maiores plataformas de streaming. Clique aqui para conferir os anteriores.


O presente garimpo podia muito bem ser uma reedição de um anterior bem visitado: Garimpo Netflix: Subestimados, no qual – é óbvio – listei três boas produções, em geral subestimadas pelo público. Ou poderia ser o “Garimpo Netflix: Títulos Bisonhos”, pois a tradução de cada ficou “uó”. No entanto, preferi reeditar o tema “thriller“, visto que todos os três partilham do mesmo gênero, muito embora também amarguem péssimas notas no IMDb, não condizentes com suas realizações.

Inclusive, na minha opinião, o mais interessante dos três é aquele que foi premiado com a menor das notas (um sonoro 4,4). Ou o povo tem sido bem pouco simpático a esses filmes ou, de fato, eu sou deveras problemático. Se bem que uma coisa não anula a outra e eu, de fato, sou deveras problemático. Mas até aqui achava que não em relação a filmes. Será que eu estava errado?

Bom, ao invés de discorrer sobre minha condição mental, jogo para você o veredito. Seriam mesmo essas obras do suspense realmente subestimadas ou eu que estou sendo muito condescendente para com elas? É fato que eu gosto dos filmes simplesmente pelo fato deles existirem. Mas eu não seria cruel com você.


– O Afogamento (The Drowning), de 2016, dirigido por Bette Gordon

Um dos pontos mais altos, na minha opinião, em filmes de suspense é o teor psicológico pelo qual a obra pode enveredar. Tendo material para isso e uma direção que foque mais neste aspecto, o resultado pode ser bem mais agoniante do que perseguições desenfreadas e uma luta mais imediata pela sobrevivência. O destaque em O Afogamento é exatamente esse, principalmente pelo fato de nosso personagem principal ser um psiquiatra.

Tom Seymour (Josh Charles), ao se deparar com uma tentativa de auto-afogamento, prontamente salva o indivíduo. O psiquiatra tem por instinto defender a vida. No entanto, pouco tempo depois descobre que a pessoa pessimamente intencionada é Danny Miller (Avan Jogia), ex-prisioneiro liberado há pouco e que fora tratado por Tom durante o julgamento que o condenara anos atrás. Um jogo de manipulações mentais pelo astuto Danny começa e ele se infiltra cada vez mais na vida pessoal de Seymour. O embate psicológico vai levando os personagens ao limite, enquanto a pergunta permanece na mente de ambos: se Tom soubesse que era Danny, será que ele o teria salvado?

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