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Hoje o Garimpo é pra você, freguês e freguesa, que gosta de variedade. Temos aqui três filmes que seriam COMPLETAMENTE diferentes entre si não tivessem em comum o fato de serem todos excelentes dentro do que eles se propõem. Começaremos com uma comédia besteirol, passaremos por um filme de fantasia subestimadíssimo e vamos terminar finalmente com um drama denso, todos valendo, cada um a sua maneira, a sua atenção.

Vamos a eles!


– Escorregando para a Glória (Blades of Glory),  de 2007, dirigido por Josh Gordon e Will Speck

Como já falei inúmeras vezes aqui, existe um gênero de filme chamado “filme do Adam Sandler” e todo mundo sabe a que me refiro. Na mesma esteira, há também um gênero um pouco menos conhecido, e em geral melhor, que é o “filme do Will Ferrel”, gênero esse a respeito do qual discorri na crítica de “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars. Personagens infantilizados, ególatras e extremamente burros fazem parte do panteão interpretado pelo genial Will Ferrel. Em Escorregando para a Glória, Ferrel co-protagoniza o filme com Jon Heder, recém-saído do fenômeno popular-independente que foi “Napoleon Dynamite”, em uma história de vingança, sexo, patinação artística e superação de limites.

O diferencial de Escorregando para a Glória é que, ao lado de “O Âncora” e “Dias Incríveis”, ele é quase uma tempestade perfeita para um filme besteirol, conseguindo ser exagerado, politicamente incorreto e agressivo na medida certa, além de ter na dupla Ferrel-Heder seu grande trunfo para fazer com que a gente ria mesmo vendo um esporte tão irrelevante e ridículo aos olhos do brasileiro.

É um filme bobo, besta, sendo exatamente por isso que é hilário e merecedor do seu tempo.

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