O Garimpo é um quadro do MetaFictions no qual indicamos toda semana 3 bons títulos disponíveis nas maiores plataformas de streaming. Clique aqui para conferir os anteriores.


O Garimpo de hoje é uma coletânea de séries. No entanto, há algumas particularidades nos títulos que hoje serão apresentados aos nossos leitores. A primeira delas é que nenhum deles tem continuação, ou seja, a temporada é única. A segunda particularidade é que todas são séries sul-coreanas, mais conhecidas como “K-Doramas”. E, portanto, seguem um mesmo padrão: 16 capítulos de cerca de uma hora cada.

Para quem ainda não conhece este tipo de produção, os “Doramas” geralmente têm uma história inocente de romance em meio a uma narrativa, na maior parte das vezes, nada pueril ou romantizada. A atração afetiva de seus protagonistas não reduz todo o enredo a um mero romance. Na verdade, em muitos casos, eles nem ficam juntos. Devemos lembrar que são obras sul-coreanas e o gosto amargo de seus contos é algo sempre presente.

Objetivando, portanto, inseri-lo neste universo de “K-Doramas” (porque quem já faz parte dele certamente já viu cada uma das indicações aqui sugeridas), trouxemos diferentes gêneros de séries: uma de fantasia, que mexe com mundos paralelos e viagem no tempo; uma de drama super tocante; e outra de ação, com poderosas cenas de lutas.

Aproveitem sem preconceito. Lembrem-se que a Coréia do Sul passou o rodo no Oscar, no Puskas (com o golaço de Son Heung-Min) e tem ganhado cada vez mais expressão no streaming, que já anunciou uma série de novos títulos nesse formato.


O Rei Eterno (The King: Youngwonui Gunjoo), de 2020, dirigido por Baek Sang-Hoon

A grande roteirista Kim Eun-sook (mais conhecida pelo seu brilhante dorama “Goblin” ou “SSeulsseulhago Chalranhashin: Dokkaebi”, bem como o excelente “Descendentes do Sol” e “Herdeiros” – este também presente no acervo da Netflix) traz um mundo fantasioso de universos paralelos: somos apresentados ao Reino da Coréia, liderado por Lee Gon (por aquele que tira baforadas das mulheres, Lee Min-Ho – muito embora, Ji Chang-Wook seja mais bonito), que luta contra um familiar traidor vivendo nas sombras de seu domínio.

Ambos, porém, começam a travar um poderoso conflito quando descobrem um portal que os leva para a República da Coréia do Sul, como conhecemos hoje. Idas e vindas de lá para cá, alterando o tempo e sugerindo caminhadas entre passado e futuro, vão aumentando a tensão entre os familiares reais, que guardam intenções bem distintas na busca pelo poder. Em meio a isso – o romance que não podia faltar, como citamos na introdução – Lee Gon se apaixona por uma sul-coreana (ou seja, uma mulher do outro universo, que não o seu original). Tentando defender seu reino e sua amada, em outro universo, Lee Gon desafiará o conceito de tempo e espaço para alcançar seus objetivos.

Sensibilidade, mistério e fantasia se mesclam de uma forma tão harmônica que Rei Eterno agrada – e muito – seu espectador em mais uma realização envolvente de Kim Eun-sook.

Sugestões para você: