O Garimpo é um quadro do MetaFictions no qual indicamos toda semana 3 bons títulos disponíveis nas maiores plataformas de streaming. Clique aqui para conferir os anteriores.


A Netflix oferece um serviço extremamente diversificado, agradando tudo o que é tipo de gosto, idade, nacionalidade, etnia, religião, signo e o caralho a 4. Dito isso, hoje apresentamos essa pluralidade em nosso Garimpo, no qual certamente você encontrará algo do seu agrado. Começaremos com um longa que faz minha mãe chorar desde 1998, ano de sua estreia, com um dos melhores atores de sua geração. Depois iremos para uma animação nipônica que é um verdadeiro deleite visual e de narrativa e, por fim, finalizaremos com um documentário sobre um evento tão inacreditável que você achará dentre as 3 obras a mais fictícia, isso considerando que a 1a citada ocorre no além e na 2a temos viagem no tempo e troca de corpos.

Sem mais delongas, confira e deixe seu pitaco!


– Amor Além da Vida (What Dreams May Come), de 1998, dirigido por Vincent Ward

Amor Além da Vida é feito para você chorar. Caso você esteja ok com isso – e não se engane, você vai chorar – esteja pronto para uma experiência emocional e espiritual sem igual. Cá estamos com um médico que passara com sua esposa um trauma daqueles de acabar com a vontade de viver de qualquer pessoa. Bem no meio do processo de recuperação desse trauma, Chris, o médico, morre num acidente de carro, levando-o para um mundo além desse. Chame como quiser, mas esse plano de existência é o reflexo do seu mundo ideal na sua mente e lá Chris reencontra velhos conhecidos – incluindo seu dálmata e iniciando seu choro – que o fazem passar por um processo de adaptação até que ocorre um evento que o lançará numa jornada cujo êxito é muito improvável.

Indicado a 2 Oscars, vencendo o de melhor efeitos visuais, Amor Além da Vida é um deleite estético e conta com um elenco de peso entregando performances poderosas. Robin Williams, Cuba Gooding Jr., Annabella Sciorra, Max von Sydow e Werner Herzog capturam sua atenção em temas muito delicados como depressão e suicídio, conduzindo-nos por um filme que mexe contigo de tal forma que você não será o mesmo quando subirem os créditos.

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