Godless, de 2017, criada por Scott Frank

Primeiramente, gostaria aqui de pedir desculpas pela crítica em anexo de Larissa Moreno. Ela, incensada por seu feminismo e pelo trailer da série que a fez crer que Godless seria um faroeste versão feminina, ficou bem frustrada e, em função disso, fez uma análise bem enviesada e, ao meu ver, equivocada da série. O que temos aqui é uma puta história sobre família, sobre vingança, sobre dever, sobre tudo aquilo que faz o Western um dos gêneros mais completos do audiovisual.

Em Godless, acompanhamos paralelamente a saga do fora da lei Frank Griffin (pelo estupendo Jeff Daniels), de seu protegido e renegado Roy (Jack O’Connel), do xerife míope Bill (o sempre excelente Scoot McNairy) e da cidadezinha de La Belle, cidade esta que viu quase todos os seus homens morrendo anos antes em um acidente na mina que é a sua razão de ser. O que temos aqui é uma série de narrativas – nas quais as mulheres têm um óbvio protagonismo nas figuras de viúva Fletcher (Michelle Dockery), da lésbica Maggie (Merritt Wever) – que vão finalmente convergir na cidade de La Belle. Tudo regado a diálogos primorosos, uma cinematografia belíssima e uma trilha sonora perfeita para toda a ambientação.

É uma minissérie de 7 episódios entre 40 e 80 minutos que conta um arco fechado e excelente. Vale demais o seu tempo.

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