O Garimpo é um quadro do MetaFictions no qual indicamos toda semana 3 bons títulos disponíveis nas maiores plataformas de streaming. Clique aqui para conferir os anteriores.


Sendo natural, acidental ou criminosa, a morte é um evento transformador não somente para quem vai a óbito, mas também para aqueles que orbitavam o defunto em vida. Inúmeros filmes e séries nos brindaram com serial killers, como em “The Alienist“, nos transportaram pelo luto da perda de alguém indispensável para nosso viver, como em “Manchester À Beira Mar” e “A Partida Final“, nos colocaram divididos sobre a culpabilidade de acusados de crimes hediondos, como em “The Staircase” e “Making a Muderer“, e nos guiaram pelos meandros de mentes psicóticas, como em “Sou um Assassino” e “Mindhunter“. Com a exceção de “Manchester à Beira-Mar”, todos os outros estão disponíveis na NETFLIX, sendo boa parte produção original (um garimpo até na introdução).

Com as obras supracitadas gozando de certo reconhecimento da crítica e do público, fica evidente que a morte é um forte disruptivo dentro de uma narrativa e leva a diversos enfoques dentro de um longa metragem ou série. Inspirado por esse fúnebre tema, esta semana apresentamos obras que tomam forma após a morte de algum personagem, afetando os demais direta ou indiretamente.


As Vozes (The Voices), de 2014, dirigido por Marjane Satrapi

Pode uma pessoa boa fazer algo muito ruim com ciência da gravidade do que está fazendo? Eis a questão que move a obra “As Vozes“, último longa dirigido por Marjane Satrapi, que na sua estreia na direção adaptou a sua própria HQ autobiográfica Persépolis e já foi de cara indicada ao Oscar 2008 de Melhor Animação. Apresentando um tom leve, acompanhamos Jerry, em uma ótima performance de Ryan Reynolds, tentando levar uma vida normal enquanto trata da sua esquizofrenia. Após dar uma pausa na medicação, ele começa a ser influenciado negativamente pelo seu gato, que o manda matar e fala verdades dolorosas, provando de fato que esse animal tem pacto com Satanás, enquanto seu cachorro faz um contrapeso, dando bons conselhos e sempre o animando em momentos difíceis, afinal é o melhor amigo do homem, né?

Tudo começa entrar em espiral quando Jerry mata (em circunstâncias duvidosas) sua bela colega de trabalho Fiona (Gemma Arterton), levando a conflitos internos para tentar assimilar o que ele fez e o que ele é. Com cenas que misturam violência brutal sem censura com uma pegada cômica, temos um prato cheio para discussões e, claro, muita diversão.

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