Três é Demais (Rushmore), de 1998, dirigido por Wes Anderson

Antes de se tornar o diretor conhecido por planos simétricos, narração em off e personagens esquisitinhos de filmes realmente excelentes como Os Excêntricos Tenenbaums e a animação O Fantástico Sr. Raposo, além do principal empregador dos irmãos Owen e Luke Wilson, Wes Anderson já fazia o mesmo filme de sempre, só que com menos orçamento e ainda sem o esmero obsessivo com simetria, paleta de cores e pós-produção de seus filmes hoje em dia.

Em Três é Demais temos a presença de nada menos que três dos atores-fetiche do diretor e só não temos quatro porque Owen Wilson também assina o roteiro e deve ter ficado meio cansado para estrelar também. Bill MurrayJason Schwartzman e Luke Wilson estrelam a história de Max Fischer (Schwartzman) um aluno da escola Rushmore (daí o nome original do filme) que é tão idiota quanto é pró-ativo. Apesar de ser um dos piores alunos da instituição, Max é também presidente de todos aqueles clubes meio nerdalhões que a gente sempre vê em filmes de high school americano: xadrez, francês, matemática, esgrima… a porra toda em suma. Ao mesmo tempo que se digladia com suas muitas presidências e seu pobre desempenho escolar, Max também encontrar o amor em uma mulher mais velha e a amizade de Bill Murray.

É, basicamente, o modelo no qual todo o cinema independente americano passou a se basear a seguir. Personagens excêntricos, diálogos inteligentes (e às vezes um tanto intectualoides demais), fotografia bacaninha e a participação de algum monstro sagrado de Hollywood para dar algum verniz de viabilidade comercial ao produto.

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