Neve Negra (Nieve Negra), de 2017, dirigido por Martin Hodara

Passando de filho para pai, temos em Neve Negra um Ricardo Darín diferente. Mais silencioso do que nunca, ele encarna na pele de Salvador, um homem acusado de ter tirado a vida do próprio irmão durante a adolescência e que agora vive como um eremita no meio da Patagônia, rodeado pelo gelo branco da neve imponente e onipresente, tal qual suas memórias e sua misantropia. Porém, a chegada de seus outros familiares balança o universo solitário de Salvador, quando o outro irmão tenta convencê-lo da venda das terras da família que foram herdadas por eles.

O filme é um trhiller que se utiliza das locações, da fotografia e das deslumbrantes atuações para envolver o espectador no universo de Salvador, que revisita as memórias dos acontecimentos que o levou a lugares cada vez mais obscuros. O isolamento em contraste com a chegada do irmão; a frieza da paisagem e o sentimento que queima dentro de si; o silêncio quebrado pelas falas insistentes dos familiares. Em um filme de contrastes, as revelações vão surgindo inesperadamente.

Confira a crítica!

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