O Bar (El Bar), de 2017, dirigido por Álex de la Iglesia

A proposta do filme é conhecida: disparar um fato que trancafie os personagens em um mesmo lugar, deixando-os à mercê das oscilações emocionais e psicológicas de cada um, as quais vão rendendo teses paranoicas que resultam em conflitos diretos entre suspeitos e acusadores. “O homem é o lobo do próprio homem”, dissera certa vez Thomas Hobbes, e é exatamente isso que encontramos em situações-limite.

No caso específico de O Bar, alguns personagens se vêem isolados dentro de um bar, no centro de Madrid, quando percebem que algum atirador os impede de sair dali, logo após alguém ter sido, bem em frente, alvejado sem qualquer motivo aparente. Em pouco tempo, o enlouquecido centro da cidade parece não mais comportar ninguém além daquelas almas perdidas dentro do estabelecimento. É nesse momento em que uns parecem se virar contra os outros, quando descobertas vão sendo feitas e uma verdade tenebrosa vai se revelando.

Multigênero, esta obra conta com momentos de comédia e horror, sempre tendo no thriller o combustível para sua narrativa. O tragicômico aqui engrossa de modo a incomodar a ingenuidade de quem assiste.

Sugestões para você: