Um Contratempo (Contratiempo), de 2016, dirigido por Oriol Paulo

Mario (Mario Casas) está sendo acusado de ter matado a amante, Laura (Bárbara Lennie), e sua defesa se sustenta na pífia alegação de que não foi ele, basicamente. Isto se dá por que o quarto em que ambos estavam não tem indícios de ter sido palco para ninguém que não os dois; logo, o único assassino, aparentemente, é ele. No entanto, Mario veementemente mantém sua inocência e, para que haja chances no tribunal, conta com a ajuda de Virgínia Goodman (Ana Wagener), uma promotora fodona que é conhecida por ganhar todos os casos.

O filme é interessante por se passar basicamente através da conversa dos dois e ainda assim não ser monótono; pelo contrário, há uma constante mudança de ritmo conforme a trama desenrola. O cinema espanhol, clássico por suas reviravoltas inesperadas, não decepciona e traz esta característica. Ao longo do papo dos dois somos surpreendidos aqui e ali e, como de costume, há um escalonamento que desabrocha abruptamente com seu final.

No mais, vejam aí a lição que o longa deixa aos mais atentos: trair não é legal. Olha a merdalhada que deu, seu otário.

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