Hush: A Morte Ouve (Hush), de 2016, dirigido por Mike Flanagan

Só de ver o trailer desse filme meu coração deu uma disparada. E olha que eu já vi o filme duas vezes e já sei de cor e salteado o que vai acontecer.

Em Hush temos um thriller psicológico inteligente, que flerta com o gênero de terror na medida certa. Não é feito de grandes sustos mas mantém em sua história tensão do início ao fim. Seguindo a mesma linha de “The Babadook” ou do recente “Corra!”, traz consigo um elemento inusitado, o que quebra em muito os clichês narrativos que estamos acostumados. Nossa protagonista, Maddie (Kate Siegel), é surda e muda. Quer melhor escolha que essa pobre coitada para um sedento psicopata no meio de lugar nenhum doido pra aterrorizar uma nova vítima?

Seguimos então com Maddie tentando se proteger, atacar, fugir, pedir ajuda e tudo que é de praxe pra se manter viva. Passamos aí 87 minutos com o corpo travado de uma forma tal que a única solução é tomar dois comprimidos de tandrilax e ver, imediatamente após o filme, um episódio de “Ursinhos Carinhosos”. Um filme surpreendentemente bom e enfiado nos confins do catálogo da Netflix. Merecedor de maior destaque, dê uma chance pra essa obra bem feita.

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