Santo Time (Que baje Dios y lo vea), de 2017, dirigido por Curro Velázquez

Mais uma comédia daqueles bem bobalhonas na qual um padre espanhol apaixonado por futebol e meio maloqueiro é quase excomungado ao hackear a conta do Vaticano para subornar uma guerrilha africana para que as crianças de seu orfanato não fossem recrutadas. Não parece tão bobalhão assim, mas confiem em mim. É. E é para caralho. Isto faz com que ele seja retirado pelo Vaticano da África e jogado no Monastério de São Teodósio, um seminário em algum canto remoto da Espanha. A partir daqui, é uma maluquice do cacete, pois a diocese da região está colocando o monastério à venda e a solução encontrado pelo padre boleirão é treinar os seminaristas (e também convocar um evangélico trambiqueiro e bom de bola) para participar da Champions Clerum, uma espécie de Champions League entre os religiosos católicos da Europa que eu não posso acreditar que exista.

A lógica é igual a de vários filmes sobre esporte. Um time desacreditado se junta para, contra tudo e todos, superar obstáculos e vencer no final. Aqui esse clichê não é diferente, mas a coisa é toda à maneira espanhola, o que quer dizer uma absoluta falta de reverência à religião organizada, ainda que paradoxalmente respeitosa, com padres mandando gente se foder, dando tapas a la Bud Spencer na cabeça dos outros e com um seminarista com paralisia que é simplesmente hilário. Apesar de ser um filme bem irregular, Santo Time brinca com as nossas expectativas ao colocar padres e seminaristas neste tipo de situação e conseguiu me arrancar algumas boas e sonoras gargalhadas.

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