Blue Jay, de 2016, dirigido por Alex Lehmann

O melhor, mais autoral e mais denso dos filmes desta lista, Blue Jay, foi brilhantemente resenhado e indicado por Larissa Moreno em nosso formato antigo de Garimpo ainda na infância do nosso site (confiram aqui se quiserem uma resenha mais completa sobre o filme), mas por ser um filme tão forte e bem realizado, eu me sinto na obrigação de espalhar a palavra e indicá-lo para o máximo de pessoas possível. Trata-se de um original Netflix na época em que a Netflix dava um trocado para algum realizador e mandava o cara se virar. E, no caso aqui, Mark Duplass, que protagoniza e escreve o filme, aproveitou os caraminguás da Netflix para trazer uma hora e vinte de uma dolorosíssima DR.

Mas é uma DR filmada em preto e branco, natural e que teve como roteiro tão somente algumas páginas escrevinhadas por Duplass, dando aos atores e ao diretor Lehmann toda a liberdade possível para que criassem uma pequena e rara pérola dentro do catálogo da Netflix. Trata-se um dos melhores filmes originais da empresa e dos mais intimistas. Denso, realizado com um carinho contagiante e contando com dois atores em estado de graça, Blue Jay é de cortar o coração não por causa do que acontece nele, mas por causa da proximidade das lembranças que ele certamente suscitará em qualquer um que já tenha amado.

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