Tickled, de 2016, dirigido por David Farrier e Dylan Reeve

Esse é um documentário neozelandês completamente inesperado do início ao fim. Primeiro, sua premissa já traz algo bizarro: mostrar uma tal de competição de cócegas. Isso aí que você leu. Eu comecei a ver o doc sem nem ter visto o trailer (fica a dica para fins de maior surpresa), então não fazia ideia do que esperar de algo que se propõe a trazer à superfície uma espécie de sociedade secreta de… cosquinha? Que mal tem um tic-tic-tic e risadas involuntárias?

No entanto, essa esquisitice toda vai mostrando raízes que nutrem algo macabro e não divertido como parece. Existe uma conspiração de cosquinhas bem debaixo de nosso nariz ou, melhor dizendo, ao alcance de nossa internet, e ninguém sabia. Ok, eu sei que vai demorar um tempo pra levar tanto o que escrevo quanto o próprio documentário a sério. Mas quando começamos a ver o quanto o buraco é mais embaixo, o que iniciou como burlesco se torna… maligno. Um plot twist de cair o queixo que fica páreo duro com M. Shyamalan, por exemplo. Acho que até ganha visto que a coisa toda é real. O ser humano é muito escroto mesmo, é o que reforça a história delirante e de tirar o folêgo que David Farrier e Dylan Reeve contam com determinação. 

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