Eu tenho 35 anos e até hoje minha mãe me dá um presente de dia das crianças. Se antes eu ganhava comandos em ação, hoje (e já há boas décadas) eu fico felicíssimo quando ela me dá cuecas ou meias, já que, se ela não me compra novos, eu é que não vou deixar de usar aqueles panos remendados que me cobrem os pés e as partes pudentas. É em homenagem a minha mãe e a este espírito que envolve o dia 12 de outubro (ignorando aqui que esse é também o dia de Nossa Senhora Aparecida) que o garimpo de hoje é especial. Apresentamos a vocês hoje 5 indicações. Dois longas, um documentário, uma série e um especial de stand up, todos absolutamente nada a ver um com o outro e todos presentes de Dia das Crianças do MetaFictions para vocês que, também como eu, vão passar o feriadão em casa se entupindo de comida e vendo Netflix.

Aproveitem e torçam para que esse ano ela me dê uma cueca. Eu tô realmente precisando.


Dois Caras Legais (The Nice Guys), de 2016, dirigido por Shane Black

O diretor Shane Black despontou para Hollywood com o excelente e subestimado Beijos e Tiros, uma comédia policial que via Val Kilmer e Robert Downey Jr. se juntando para tentar desvendar um crime. Dois Caras Legais segue uma premissa parecida, só que dessa vez temos Russell Crowe como uma espécie de jagunço e Ryan Gosling como um detetive particular tido por sua própria filha como o pior do mundo.

Estamos no ano de 1977 em Los Angeles e a morte de uma atriz pornô junta os dois em uma trama hilária, dando a estes dois atores, conhecidos por seus papéis dramáticos, a chance de demonstrar uma inexplorada e afinada veia cômica. Inexplicavelmente, apesar de contar com dois nomes bem conhecidos do panteão de estrelas hollywoodianas, Dois Caras Legais passou bem batido aqui pelo Brasil. Trata-se de um filme na melhor tradição dos filmes de buddy cop (Máquina Mortífera, 48 Horas, Hora do Rush…) muito bem executado e com momentos realmente sensacionais.

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