Guerreiro (Warrior), de 2011, dirigido por Gavin O’Connor

O ano era 2011 e o MMA (mixed martial arts, também conhecido equivocadamente como UFC) estava em alta no mundo. Pegando a fórmula americana tradicional dos grandes filmes sobre boxe, o diretor Gavin O’Connor, valendo-se de interpretações magistrais de Joel EdgertonTom Hardy e, principalmente, de Nick Nolte (indicado inclusive ao Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel), trouxe uma poderosa fábula sobre os valores da família e dos horrores da guerra.

Nick Nolte interpreta o pai ausente, alcoólatra e ex-boxeador dos outros dois. Quando o mais novo (Hardy) volta da guerra do Iraque como herói, ele está devastado pelas coisas que viveu e sofreu por lá, ainda que seja celebrado pela sociedade. Ele não sabe mais lidar com o mundo normal a não ser por meio da violência. E é só treinando com o pai que ele consegue encontrar algum alívio de todas aquelas memórias e sofrimento. Brendan, por sua vez, é um lutador de MMA aposentado (o MMA, até uns 10 anos atrás, era uma atividade largamente amadora) que, ao se ver com dívidas, resolve voltar a lutar em nome de sua família. De alguma forma o roteiro é bem escrito a ponto de fazer com que seja crível a incrível história de ascensão dos dois no esporte e seu emblemático embate ao final.

Por baixo do dramalhão familiar, há uma história bem contada, bem atuada e com cenas de luta extremamente verossímeis. Está ali, lado a lado, com os grandes filmes de boxe lançados nos últimos tempos, mas, por tratar de uma modalidade ainda um tanto discriminada (em especial à época), o longa não teve a distribuição merecida.

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