De Volta do Jogo (John Wick), de 2014, dirigido por Chad Stahelski

Certamente o mais conhecido dos filmes aqui indicados, John Wick é um caso curioso. Mesmo contando com uma estrela da grandeza de Keanu Reeves como seu protagonista, o longa praticamente não teve distribuição no Brasil. Mesmo nos EUA, os distribuidores não apostavam muito em seu sucesso e também não deram a ele a distribuição que, geralmente, filmes de ação com nomes conhecidos recebem. Mesmo assim, devido exclusivamente à qualidade do que foi filmado, John Wick se ergueu além do que o pessoal do marketing esperava e tornou-se um filme cultuadíssimo nas internetes.

E isso ocorre por um motivo muito muito simples. John (Reeves) mata 77 pessoas no longa (tudo ilustrado por este utilíssimo gráfico) das mais variadas formas, em cenas cenas sempre inventivas, verossímeis e violentíssimas. Chad Stahelski é um dublê a quem foi dado carta branca para fazer um filme de ação. E o resultado é essa pérola do cinema de ação, um dos melhores filmes do gênero dos últimos anos. O sucesso foi tanto que foi até mesmo lançada uma continuação este ano (aqui no Brasil chamada de John Wick 2 muito embora não tenhamos tido um título chamado puramente John Wick), devida e positivamente resenhada por mim mesmo. A propósito, neste novo, Wick mata 128 pessoas.

Um outro diferencial desta obra é que, além ir na contra-mão da cartilha do gênero e optar por cenas sem cortes, ela tem um cuidado maior com o roteiro, apresentando toda uma mitologia de um mundo no qual há uma espécie de código que rege toda a organização criminosa mundial. Este aspecto, contudo, é mais explorado no segundo filme e provavelmente será ainda mais aprofundado na série de TV que já está sendo produzida. Quanto a este primeiro filme, sua sinopse é simples: John Wick, um assassino aposentado, se vê obrigado a voltar à atividade para se vingar de quem roubou seu carro e, principalmente, assassinou brutalmente seu cachorro.

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