O Eleito (El elegido), de 2016, dirigido por Antonio Chavarrías

“Comunistas não conseguem nem organizar um piquenique”, disse a personagem Ada Shelby, da série Peaky Blinders (presente em nosso Garimpo Netflix: Ambição). Há quem diga, ainda, que a esquerda só se une na prisão. De uma forma ou de outra, as vertentes socialistas são tantas que, de fato, os esquerdistas se caçam a si mesmos, enquanto a direita permanece junta em torno do dinheiro. Muitos são os exemplos: anarquistas que ajudaram na Revolução Russa de 1917 são, posteriormente, exterminados por Lenin e seus “amigos” Trotsky e Stalin. Mas a trindade vermelha também ilustrará as frases que iniciam o parágrafo.

O Eleito conta a história real de Ramón Mercader (em firme atuação do bom ator Alfonso Herrera), mexicano socialista que integra a equipe de espionagem Soviética e é eleito para executar a ordem do “camarada” Stalin: tirar a vida do ex-“camarada” Trotsky, exilado no México há anos. Um misto de drama e suspense de espionagem vai tomando forma, enquanto acompanhamos os momentos da vida de Ramón, que passa a ter uma nova identidade, uma nova memória, uma nova história. Tudo isso para ser bem-sucedido nessa tarefa que o Partido (lá do outro lado do Planeta) coloca a ele. Romances, medos, dramas e uma convicção de fazer reverência são os principais elementos que compõem esse personagem histórico.

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