– Relatos de Guerra (Hyena Road), de 2015, dirigido por Paul Gross

No meio do palco de guerra do eterno Afeganistão, os soldados representados nesse filme de Paul Gross (que também assina o bom título de guerra Paschendale – uma das inspirações para a composição do Iron Maiden citada na introdução) são canadenses. Há o intrínseco debate ocidental versus Oriente Médio, no qual os daqui cumprem seu papel de homem civilizador. No entanto, o discurso quanto a isso é leve e não torna a obra explicitamente ideológica. Estamos muito mais de frente para o quão destruidor em relação a todas as vidas em jogo é uma ação dessa grandeza.

Três personagens com características diferentes (um criado para ser uma máquina de ataque; outro treinado para ser um comandante da base; e um terceiro nascido nesse território historicamente disputado, quase como uma entidade que surge quando invocada), mas que estão ligados pela mesma natureza: aqui estes seres humanos, que convivem, em meio à guerra, com suas relações pessoais e construções emocionais, são forjados pelo fogo. Fogo este que, como falado no início, se apresenta como a essência humana.

Ocidentais ou orientais, todos se entendem perfeitamente bem quando estão juntos para a promoção do caos.

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