O Grande Herói (Lone Survivor), de 2013, dirigido por Peter Berg.

A Guerra do Afeganistão já virou um cenário rico para filmes hollywoodianos. Eu não estou me referindo ao Rambo ajudando o Talibã contra os soviéticos, mas aos esforços americanos de tentar desmantelar o grupo terrorista – outrora aliado – num esforço de conter a violência perpetrada por eles contra os seus cidadãos e além de suas fronteiras. Em O Grande Herói acompanhamos um pelotão liderado por Marcus Luttrell (Mark Wahlberg) na caça de um prestigiado líder do Talibã, Ahmad Shah, em uma das operações mais importantes durante a guerra.

Um dos pontos altos do longa ficou por conta do povo que vive nas montanhas do Afeganistão, Pashtuns, que são retratados de forma justa. Segundo o pashtunwali – seu código de conduta -, há uma ênfase na hospitalidade, coragem, vingança e defesa de honra e, ao adicionar um grupo militar invasor e forças talibãs nessa mistura, cria-se uma situação angustiante e conflituosa que o longa explora muito bem.

Com uma das melhores atuações de sua carreira, Mark Wahlberg carrega o longa nas costas e apresenta ao mundo uma história que muda um pouco nosso olhar sobre a guerra e seus agentes, sendo essa a primeira das 4 parcerias de Wahlberg com o diretor Peter Berg, que também nos deram os longas “Horizonte Profundo”, “O Dia do Atentado” e “22 Milhas“.

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