Max Rose, de 2013, dirigido por Daniel Noah

Sabe essa coisa que há hoje em dia de filmes de um gênero criado por um ator específico? Tipo filmes do Adam Sandler ou filmes do Leandro Hassum? Pois bem, o primeiro a fazer isso foi Jerry Lewis, falecido ano passado com 91 anos, em obras que ele não só estrelava, mas também dirigia e escrevia. Seus filmes arrastaram verdadeiras multidões aos cinemas por todas as décadas de 50 e 60, com clássicos como “O Professor Aloprado” (o original, não o peidorrento com o Eddie Murphy) e “O Terror das Mulheres”, que muito foram popularizados no Brasil também por suas reprises incessantes na Sessão da Tarde e afins. Sua comédia meio pastelão, com personagens em geral ingênuos, ainda que maliciosos, influenciaram a comédia no mundo todo, sendo Didi Mocó nada mais que a versão tupiniquim (e genial) de Jerry Lewis. A partir da década de 70 ele passou a trabalhar cada vez menos e, em 2013, fez sua despedida dos cinemas como protagonista com este Max Rose, mesmo que um dos seus últimos créditos na telona tenha sido inacreditavelmente “Até Que a Sorte Nos Separe 2”, filme de Leandro Hassum, fã assumidíssimo de Lewis.

Em Max Rose, contudo, Jerry não faz comédia. Trata-se de um filme sobre a velhice, sobre questionar velhas certezas e sobre a iminência da morte, temas bem mais densos e pesados que os de seus clássicos. Jerry é Max Rose, um sujeito lidando com a recente morte de sua mulher com quem esteve casado por 65 anos e que, ao saber de um detalhe que lhe era secreto sobre a vida de sua esposa, passa a questionar todo o seu relacionamento e tudo o que tinha como certo em sua vida.

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