Jadotville (The Siege of Jadotville), de 2016, dirigido por Richie Smyth

Até esse Jadotville, o irlandês Richie Smyth era conhecido apenas como um bom escritor de HQs e por ter dirigido uns vídeos para o U2 ainda na década de 90. 20 anos depois, muito provavelmente por causa do forte caráter irlandês do título, ele é escalado para fazer sua estréia na direção de longas. O ano era 1961 e a então jovem Nações Unidas envia ao Congo, em missão de paz arranjada pelo diplomata irlandês Conor O’Brien (Mark Strong), uma companhia de soldados irlandeses, composta em sua maioria esmagadora por garotos que sequer haviam visto combate.

Muito pelas ações espúrias do tal diplomata, esses jovens soldados irlandeses, liderados pelo Tenente Quinlan (Jamie Dornan, o Christian Grey dos 50 Tons de Cinza), são colocados em uma situação de cerco inesperada e para a qual não estavam preparados. Falta de água, mantimentos em geral e munição assolam os irlandeses enquanto eles conseguem resistir às tropas rebeldes do Congo por uma semana. 

Trata-se de um filme baseado em fatos reais que conta com performances fortes e convincentes de seu elenco, além de demonstrar, ao seu final, o nojo que é a politicagem nesse mundo, seja na África, seja na Irlanda, seja em qualquer lugar.

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