Netflix é um gigante do streaming, isso é indiscutível, e traz consigo uma mudança de produção/distribuição gigantesca e sem precedentes na indústria cinematográfica. Dentro do MetaFictions temos opiniões muito divididas sobre o que isso representa para o mercado e a arte, mas algo é certo: essas mudanças são irreversíveis.

Amo o cinema e “televisão” (não sei mais como me referir às produções que não são destinadas para a telona). Mas diferente das outras duas grandes paixões que tenho, games e música, eu preciso sair de casa para consumir obras novas. Em especial, essa semana, fui assistir às 22h o bom longa “Ao Cair da Noite” (com crítica no site) e me deparei com a triste realidade que é o telespectador em geral. 80% do público de cinema é IGNORANTE, não somente pela falta de educação em local público e consideração com os outros, mas pela falta de entendimento da arte cinematográfica. Boa parte da experiência, que é realçada pela sala de cinema, me foi tirada com piadinhas, risos, pessoas falando e vaiando o filme por não entenderem. Isso ocorre certamente em todo o país. Muito provável que apenas cinemas de nicho escapem dessa realidade.

No meu caso é sem meia, de bermuda e sem pipoca.

Eis aí uma das grandes vantagens da Netflix: permitir ver lançamentos de qualidade no conforto do meu sofá, largado que nem um mendigo, com meus cachorros por cima de mim e sem NINGUÉM para roubar minha conexão com a obra. Apenas eu e o Cinema. Depois me ocorreu o valor pago para ter me aborrecido na sessão de Ao Cair da Noite, perto dos 40 reais um ingresso inteiro (e eu estava com a minha esposa, então 2x o valor), fora estacionamento e combustível. Praticamente umas 5x mais do que eu gasto com a mensalidade do Netflix no plano top. Isso tudo pois eu ainda moro em uma cidade grande com praticamente todos os filmes estreando, agora imagina quem mora em cidade mediana ou pequena, que nem sala de cinema tem.

Obrigado, Netflix.

Em gratidão, estou aqui no meu primeiro Garimpo para recomendar 3 obras completamente distintas uma da outra, mas com igual qualidade. Dois longa metragens, um extremamente violento e outro incrivelmente bem escrito, e uma série de animação japonesa.

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