A Netflix no Brasil hoje tem algo em torno de 4 mil títulos disponíveis entre filmes, séries, curtas, documentários, desenhos para criança e vídeos de lareira em 4K para decorar a sua casa. É um trabalho hercúleo que todos nós temos que enfrentar sempre que sentamos nosso rabicó no sofá e começamos a procurar alguma coisa para assistir. O tal algoritmo da Netflix nem sempre ajuda, já que ele insiste em me sugerir coisas tão bizarramente díspares como “RuPaul’s Drag Race” e “Naruto” quando ele já devia saber que eu não gosto de anime. Foi por causa disso que criamos este quadro do Garimpo, para que minha falta do que fazer ajude nosso leitor a ter uma ideia do que assistir, uma curadoria, por assim dizer.

Foi por causa disso que eu tirei sei lá quantas horas do meu dia e corri todos os títulos da Netflix. Um a um. E, excetuando-se os clássicos evidentes e filmes que todo mundo já viu, consegui refinar o resultado da minha busca nas obras que você verá agora. Elas são, em minha opinião, os melhores títulos disponíveis na Netflix no momento que passaram despercebidos do grande público e que ainda não foram indicados por nós em nenhum Garimpo Netflix anterior. Há outros? É claro! Estamos contando com vocês para nos dizer quais nos comentários.

Aproveitem!


A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty), de 2012, dirigido por Kathryn Bigelow

Após fazer história ao ser a 1ª mulher a ganhar o Oscar de direção pelo excepcional “Guerra ao Terror”, Kathryn Bigelow mais uma vez se juntou ao roteirista Mark Boal para apresentar sua visão sobre a caçada a Osama Bin Laden, o inimigo público nº 1 do mundo por mais de uma década. Mesmo com algumas indicações ao Oscar, A Hora Mais Escura não teve a repercussão que sua qualidade merece. Além do roteiro e da direção excelentes, este filme conta também com um elenco absurdo, capitaneado pela inigualável Jessica Chastain (eterna portadora do selo Meryl Streep de qualidade) e contando com performances estelares de James Gandolfini, Jason Clarke e Kyle Chandler.

No filme, Maya (Chastain) é uma agente da CIA com a missão de encontrar Bin Laden. Para tanto, ela e, principalmente, a CIA vão aos extremos do que é moral e ético, deixando claro a cada passo que a chamada “guerra ao terror” dos EUA é travada valendo-se do próprio terror como arma. Trata-se de um filme longo, mas no qual nada sobra e nada falta, perfeitamente redondo em sua proposta e que talvez não tenha tido a repercussão que merecia porque enfia o dedo com violência numa ferida há muito tempo aberta na sociedade americana.

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