– A Louva-a-Deus (La Mante), de 2017, criado por Alice Chegaray-Breugnot, Grégoire Demaison & Nicolas Jean

Tal qual a indicação anterior, temos aqui mais uma história do velho continente a tratar sobre família e psicopatia. Nesse caso, o flerte é mais intenso. Vindo da França, A Louva-a-Deus é uma minissérie de apenas 6 episódios que narra os passos de um jovem detetive, Damien (Fred Testot), à procura de um psicopata que está reeditando os crimes de uma criminosa de anos e anos atrás, conhecida pela alcunha de “A Louva-a-Deus”. Trata-se de Jeanne (Carole Bouquet), atualmente prisioneira, que atacava homens que abusavam de mulheres, deixando para polícia uma cena quase sempre inspirada no lendário e inimitável Hannibal Lecter. Para conseguir encontrar o culpado, Damien deverá manter um contato próximo com Jeanne, que tentará entender a mente de seu copycat.

Resulta, no entanto, que Damien é filho de Jeanne e seu afastamento em relação à sua própria mãe – a psicopata de anos atrás – é quase um dogma em sua vida (bem como o drama pessoal de nunca querer ter um filho, para que os genes dela não sejam perpetuados). Dessa forma, a história ganha um escopo ainda maior ao tratar das relações familiares sob a ótica de quem quer se ver o oposto de sua própria origem: policial e criminoso; cidadão modelo e psicopata; mãe e filho. Os tons de preto e branco, aqui, vão se mesclando e formando uma enorme mar de tonalidade cinza em uma tela única.

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