Ano passado nós lançamos o nosso primeiro Garimpo Netflix: Sci-Fi, no qual indicamos 3 filmes de ficção científica com 3 pegadas distintas, indo do hard sci-fi (conceito explicado naquele artigo) até o sub-gênero mais popularesco do filme de ação com fundo de ficção científica. De lá para cá, a Netflix investiu pesado no gênero, seja com duas pérolas da verdadeira ficção científica nas figuras de “Aniquilação” (dos melhores filmes do ano em minha opinião) e “Órbita 9“, seja com o desperdício de uma boa premissa em forma de série “Altered Carbon“, além do excelente anime “A.I.C.O. Incarnation” e dos mais ou menos “Mudo” e “The Titan” (todas com resenha nos links).

Em seu catálogo, contudo, ainda temos outros grandes filmes do gênero. Hoje indicaremos aqui um absoluto clássico cult/underground da ficção científica, uma adaptação de quadrinho dirigida pelo segundo melhor diretor a sair da Coréia do Sul e um filme mexicano que basicamente define o que quer dizer a expressão inglesa mindfuck.

Divirtam-se e não deixem de comentar!


13º Andar (Thirteenth Floor), de 1999, dirigido por Josef Rusnak

Este é talvez um dos mais subestimados filmes de ficção científica já feitos e foi a entrada dele no catálogo da Netflix há coisa de duas semanas que me inspirou a fazer este garimpo. Como dá pra ver claramente no trailer acima, visualmente o filme é datado, mas conta com efeitos práticos que funcionam para ilustrar a história de Douglas Hall (o excelente e sumido Craig Bierko), um sujeito que se torna o principal suspeito do assassinato de seu chefe e mentor Fuller (o sempre bom Armin Mueller-Stahl). Antes de morrer, Fuller acabara de criar uma realidade virtual emulando Los Angeles na década de 30. Com a ajuda do geninho e funcionário da empresa Whitney (Vincent D’Onofrio e sua usual competência), Hall entra na simulação para desvendar um segredo deixado por seu mentor no afã de tentar se livrar da acusação e com isso acaba revelando MUITO mais do que sua imaginação seria capaz de conceber.

Antes de cravar que 13º Andar é uma espécie de primo pobre e plagiado de Matrix, é bom entender que esta é uma adaptação de um romance da década de 60 de Daniel F. Galouye que muito inspirou a obra dos então irmãos Wachowski. 13º Andar é um pequeno clássico do gênero, lidando com a nossa própria percepção do que é real ou não e até que ponto podemos ter como verdadeiro aquilo no que acreditamos, inspirando uma série de obras que, desde então, também lidaram com o mesmo tópico, como, por exemplo, “A Origem“.

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