Expresso do Amanhã (Snowpiercer), de 2013, dirigido por Joon-ho Bong

Adaptado da espetacular graphic novel francesa “O Perfuraneve” (tradução literal de “Le Transperceneige” no original e “Snowpiercer” em inglês), O Expresso do Amanhã conta a história da condição humana enquanto ser social ao se valer de um trem como alegoria para basicamente toda a estrutura social em que estamos inseridos. E, para tanto, conta com a direção segura de Joon-ho Bong (que mais tarde viria a fazer o que é o melhor filme original Netflix até aqui: Okja) e as atuações competentes de Chris Evans – o Capitão América -, Ed HarrisJohn Hurt e Octavia Spencer, além dos fantásticos Tilda SwintonKang-ho Song.

Em um futuro distópico, no qual uma tentativa de se anular o aquecimento global trouxe uma nova era do gelo à Terra repentinamente, sobreviveram apenas os passageiros do tal Expresso do Amanhã (ou Perfuraneve) do título, um trem gigantesco que funciona com um motor de movimento perpétuo e fica dando voltas pela Terra indefinidamente. Nele, a escória se alimenta de ração e sobrevive bizarramente nos vagões traseiros, enquanto que a elite faz banquetes e orgias nos vagões da frente. Anos e anos após o evento, os fodidos, liderados por Everett (Chris Evans, o Capitão América), finalmente ficam putos e se revoltam, tomando vagão após vagão em embates cheios de ação estilizada no qual os desvarios de Swinton como a Ministra Mason se destacam.

Trata-se de um filme de ação/Sci-Fi que, ao contrário da maior parte dos filmes com essa dobradinha de gêneros, equilibra muito bem ambos, com cenas de ação muito bem filmadas e um roteiro que anda de mãos dadas com a boa ficção científica.

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