Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane), de 2016, dirigido por Dan Trachtenberg.

Dentre os longas do universo Cloverfield, Rua Cloverfield, 10 é, para mim, o melhor de todos. Após o sucesso do 1o filme, que figura em nosso Top 10 – Filmes de Monstro, não demorou muito para termos uma sequência que ficou marcada, assim como todas as outras entradas na franquia, por um marketing singular, valendo-se de mistério e muita coisa nas entrelinhas. Ao olharmos para o 3o filme, “The Cloverfield Paradox“, apesar de não ter a excelência dos outros 2, talvez tenha sido o mais bem divulgado em uma estratégia de marketing que abalou o modelo convencional. Seu anúncio ocorreu no intervalo do Super Bowl deste ano, com seu lançamento acontecendo uma hora depois, permitindo instantaneamente que milhões de pessoas pudessem assistir sem sair de casa e sem custo adicional.

O sucesso de divulgação do 1o e 3o longas acabou por lançar uma sombra nessa maravilha que é Rua Cloverfield, 10. Nele, partimos da interação de 3 personagens presos em um bunker após um suposto evento cataclísmico. O protagonismo fica por conta de Michelle (Mary Elizabeth Winstead), vítima de um acidente de carro socorrida ainda inconsciente e levada para o abrigo subterrâneo. Fazendo companhia em sua estadia temos Emmet (John Gallagher Jr.), um peão de obra que sabia da existência desse bunker e correu para se refugiar lá. E, por fim, temos o anfitrião Howard (John Goodman), maluco de guerra carteirinha e responsável por salvar Michelle.

Brilhantemente, Dan Trachtenberg, constrói um ambiente de paranoia na relação entre os 3, gerando violência física e psicológica, com o autoritário Howard impondo suas vontades em uma atuação fantástica de Goodman. Em todos os instantes nossa percepção dos fatos é jogada de um lado para outro, conforme pequenos fragmentos de informação vão sendo revelados, até chegarmos a um final de arregalar os olhos. Os 3 filmes da franquia estão disponíveis na NETFLIX, mas se for escolher 1… escolha esse.

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