O Garimpo é um quadro do MetaFictions no qual indicamos toda semana 3 bons títulos disponíveis nas maiores plataformas de streaming. Clique aqui para conferir os anteriores.


Talvez vocês tenham percebido que a gente tem estado um pouco relapso com o site, com pouquíssimas publicações. Em nossa defesa, o fato de não haver cinema e dos lançamentos no streaming não estarem empolgando ninguém contribuiu bastante para isso. Contudo, não há como não fazer uma mea culpa aqui.

Em função disso, vamos inaugurar o primeiro garimpo do ano com o primeiríssimo Garimpo de uma plataforma de streaming 100% nacional, o Telecine Play. Só recentemente eu comecei a assinar isso (na verdade quem assina é meu grande amigo, sócio e boquita Ryan Fields e eu fico na aba) e, puta que me o pariu, que grata surpresa. É um catálogo vastíssimo de tudo quanto é tipo de filme. Desde coisas da franquia “Nado” (depois de “Sharknado” eu vi que lançaram também um de tornado com zumbis dentro), até os maiores lançamentos recentes que não pertençam a nenhuma das demais plataformas.

Sem sacanagem, para quem não se importa tanto com séries e afins e quer ver só filmes, eu afirmo com tranquilidade que não há plataforma como o Telecine Play. Hoje vamos apresentar algumas coisas muito interessantes (uma delas obscuríssima) que estão disponíveis por lá. Depois que eles nos patrocinarem, aí a gente dá uma chupada mais forte ainda no ovo deles e indica mais coisa.


– Orlando, a Mulher Imortal (Orlando), de 1992, dirigido por Sally Potter

Tilda Swinton é uma das minhas atrizes favoritas desde que eu a vi como o arcanjo Gabriel em “Constantine”, uma performance que chamou a atenção para o seu talento. A partir dali, Tilda enfileirou papéis de destaque e venceu um Oscar de atriz coadjuvante pelo excelente e subestimado “Conduta de Risco”, nessa que é, inacreditavelmente, sua única indicação ao prêmio da academia.

Em 1992, uma “jovem” Tilda, estrelava este filme estranho e bizarramente sedutor. Aqui ela interpreta Orlando, um jovem aristocrata que recebe uma ordem da Rainha Elizabeth: não envelheça. Obedecendo à risca sua rainha em um drama de fantasia de época, Orlando eventualmente morre após séculos, somente para ressuscitar dias depois como uma mulher, ainda que no mesmo corpo. Enfim, é uma maluquice do caralho e Tilda entrega a sua habitual competência em um filme que discute, no início da década de 90, questões de gênero, imortalidade e a própria condição humana em um filme de um obscurantismo que espero retificar um pouquinho com esse garimpo.

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