Georg Wilhem Pabst

Mestre austríaco, Pabst é de origem humilde, filho de um ferroviário, nascido em Raudnitz. A falta de capital nunca impediu o inquieto de buscar sua própria ribalta, ainda sobre a leve brisa da juventude rumou para Nova Iorque com a ambição de se tornar ator de teatro.

Retornou ao velho continente em 1914, pela França. Mal sabia ele da eclosão da Primeira Guerra Mundial, identificado como inimigo, foi retido num campo de prisioneiros. Libertado, parte para Berlim onde o cinema passa a pulsar em si. Na profusão de ideias confusas da época, Georg sofreu influência dos ideais nazistas, algo que se pode notar em suas primeiras obras.

Com sua estreia aos 38 anos de idade, Pabst ficou amplamente famoso por obras em preto e branco, mudas, com caráter profundamente social. Seu ápice e magnum opus foi A Caixa de Pandora, ponto máximo de sua estética crua e câmera sóbria.

Mesmo tendo afinidade com certas ideias do partido de Hitler, o caráter cada vez mais social e anti-burguês de suas obras trouxe a ira do Partido Nacional Socialista, o que o forçou a emigrar.

Viveu para ter o reconhecimento e relevância de sua obra, sendo agraciado com Filmband in Gold, que ele recebeu em 1963. Morreu em Viena aos 82 anos, em meados de 1967, sendo até hoje uma enorme referência em termos de arte, teatro e sobretudo direção.

Sugestões para você: