Quando somos crianças nossa imaginação não possui limites, com nossas mãos e nossas mentes entramos em um universo de fantasia, heróis, vilões, monstros, magos, terras mágicas… Desde sempre o Lego permitia essa ideia, levando em conta que a proposta desta marca é “montar”.

Depois do “The Lego Movie” (Lego, o filme), cuja proposta era a de ser um filme tirado da mente de uma criança, vem o primeiro filme de Super Heróis do ano. Lego Batman é infantil, agradável e não tem medo de se deixar levar pelo fato de ser um filme “Lego”.

A história tem duas tramas principais que se conectam no final do filme. Na primeira temos a parte da família. Depois dos seus pais morrerem, Batman (dublado por Will Arnett no original e Duda Ribeiro no nacional) nunca se abriu a mais ninguém, não deixou mais nenhuma pessoa entrar em sua vida como parte da família, até que, sem querer, adota um órfão, Dick Grayson (voz de Michael Cera no original e Andreas Avancini no Brasil). Com isso, o protagonista terá que lidar com as consequências de cuidar de um jovem.

Na segunda temos o herói contra seu inimigo, o Coringa (Zach Galifianakis no original e Márcio Simões aqui), que o homem morcego se recusa a admitir ser seu ARQUI inimigo. Está nas mãos do Príncipe Palhaço do Crime convencer o Batman de que ele é o maior vilão de todos.

Sou um fã incondicional do Batman e do Coringa, e nas histórias sempre foi um tópico de narrativa o “amor” entre eles, ou seja, eles estão destinados a viver uma caça de gato e rato. No aclamado “Cavaleiro das Trevas” de Christopher Nolan, esta discussão também está em pauta, “O que eu faria sem você?… Você me completa”, frase dita pelo próprio Coringa interpretado por Heath Ledger… Meu ponto é que, nesse filme, o Coringa prova milhares de vezes que o Batman é importante pra ele, enquanto que o herói não é recíproco. Foi uma maneira interessante de mostrar para as crianças esta relação de amor e ódio entre os dois, que está tão consagrada nas histórias.

Aqui temos toda a galeria de vilões do Homem Morcego, desde os mais famosos, como o Charada, Bane e Mulher Gato, aos menos conhecidos como o Homem Pipa e o Homem Calendário. Mas não são só os vilões do Batman que fazem uma aparição  no filme. Vilões de franquias famosas, que não são da DC Comics, estão presentes no terceiro ato do longa de maneira bem bacana.

O Batman deste filme é diferente de todas as versões que já vimos no cinema… Ele é sarcástico, engraçado e não tem nada a ver com aquele Batman sério obscuro e depressivo que conhecemos. É bem interessante ver como essa versão foi transmitida para as telonas.

A animação está muito boa. Gotham City está bem caracterizada. Os designs merecem sua atenção, versões diferentes de personagens que amamos, como os visuais do Coringa, Arlequina e Robin, todos são únicos, legais e se encaixam na atmosfera que o filme proporciona. A quantidade de referências é incontável, desde o polêmico “Batman V Superman” de 2016 ao clássico Batman de 1966 com Adam West.

Eu poderia dizer que Lego Batman é a personificação das brincadeiras de crianças em um filme. Reune-se todos os vilões do herói para lutar contra o protagonista.

Não, o filme não possui nenhuma mensagem escondida que conversa sobre algum tópico com os adultos. Ele atende a proposta que foi dada, um filme do começo ao fim infantil e engraçado, com os elementos dos quadrinhos que nós fãs ficamos felizes em ver.

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