Imagine o mundo violento e caótico de Mad Max com um ar galhofado. Isso, senhores, é Borderlands. Uma das minhas franquias favoritas, que conta com 4 games: “Borderlands”, Borderlands 2, “Borderlands: The Pre-Sequel” e “Tales From Borderlands”.

Embora queira, não farei uma análise completa dos 4 games. O editor vai reclamar e ninguém vai aguentar ler até o fim (muito provável que essa será a argumentação do editor). Falarei do melhor game dos 4, Borderlands 2.

Essa obra-prima dos games, vencedora de 4 prêmios da VGA (VGX na época, um Oscar da indústria) nas categorias melhor jogo multiplayer, personagem do ano, melhor jogo de tiro e melhor interpretação masculina, foi lançada em 2012 e conta com um dos MELHORES elencos de apoio da HISTÓRIA do entretenimento. Esse é um dos poucos casos que quem conduz a trama não você e, sim, quem está a sua volta.

Borderlands 2 inicia com um gancho muito apropriado com o fim do 1º jogo, no qual um vault (literalmente um cofre) alienígena é aberto num planeta chamado Pandora. De lá um gigantesco monstro emergiu e com ele o surgimento de um mineral alien que se proliferou pelo planeta, o eridium, extremamente valioso e que despertou um poder sobrenatural em certos humanos, que passam a ser chamados de siren.

6 possibilidades, cada uma mais violenta do que a outra.

Inúmeras corporações correm para Pandora, esse planeta sem lei e caótico, para realizar a mineração desse valioso minério. Hyperion, a maior delas, além de extrair o eridium, está na busca por outro vault, maior ainda. Durante essa busca, seu CEO, Handsome Jack, quer levar a ordem e estabilidade para o povo. Aí que começa a nossa saga.

Jack considera os chamados vault hunters – caçadores dos cofres alienígenas – marginais que contribuem para o caos de Pandora e ele os persegue. Para nossa alegria, nós somos um desses caçadores e, à princípio, estamos numa jornada totalmente egoísta de abrir o cofre alienígena e saquear o que há dentro.

Após escaparmos de um atentado à nossa vida feito por Jack, somos enfiados pela “guerra” entre um grupo de resistência, conhecido como Crimson Raiders, e a Hyperion. Os líderes dessa resistência são os personagens jogáveis do 1º Borderlands e ao nos juntarmos a eles nos comprometemos a ajudar o povo de Pandora, derrotar a Hyperion e achar o vault. Essa é a bela premissa dessa loooooonga jornada de pelo menos 50h.

O gameplay do jogo é fantástico a níveis imensuráveis. Temos a mistura de um clássico FPS (em 1ª pessoa) com elementos de RPG (classes de personagens e inúmeras maneiras de personalizar seus poderes/habilidades). Além de de 6 classes diferentes para escolhermos, cada uma delas possui 3 árvores de habilidades distintas. Por conta da enorme customização muitos jogadores passaram pelas aventuras inúmeras vezes (eu, por exemplo, passei mais de 350h nesse mundo).

Mad Max?!

O que seria de Borderlands 2 sem seu antagonista? Handsome Jack é um modelo perfeito de fascista e a ordem que ele impõe vem em detrimento da vida e vontade de inúmeros inocentes em Pandora. Embora ele seja um psicopata (história que é contada no “Borderlands Pre-Sequel”), Jack é um personagem extremamente cativante e engraçado. Cada interação dele com seus subalternos e conosco é magnética e ficamos rindo dos seus comentários desde a morte de uma pessoa desfigurada até seu pônei unicórnio de diamante que caga armas ao ser alimentado com eridium, o Butt Stallion.

TODOS os dlcs (conteúdo extra que pagamos para jogar após o jogo ser lançado) são excepcionais, introduzindo personagens memoráveis como Mr. Torgue ou nos levando a jogar uma partida de Dungeons and Dragons, mas adaptado ao universo do game.

Existem tantos outros personagens maravilhosos na franquia que eu poderia fazer 10 páginas falando de cada um. Claptrap, nosso robozinho rebelde da Hyperion, Mad Moxxi, a bartender mais gostosa das galáxias (e heart breaker também), Tiny Tina, nossa pequena sociopata, Marcus Kincaid, o vendedor de armas que nunca nos reembolsa, Scooter, mecânico redneck cômico… enfim, são muitos e todos marcantes.

Homenagem em 3, 2, 1…

O jogo, apesar de longo, pouco se repete, com missões secundárias que aprofundam nossa relação com os personagens que habitam Sanctuary (lar dos Crimson Raiders) e com as missões principais que seguem uma história meio boba, mas bem contada (como Mad Max). A escolha dos gráficos cartunescos encaixa perfeitamente no tom da narrativa, mostrando que a galhofa não tem limites (não tem mesmo).

Pela experiência cinematográfica, gamer e de vida, recomendo que Borderlands seja jogado e rejogado inúmeras vezes. Estamos no aguardo de Borderlands 3, em algum momento em 2018/19.

Disponível para:

PC
* Steam – R$ 55,00
* Nuuvem – R$ 10,99
* Centralkeys – R$ 44,90

XBOX
* Marketplace – R$ 44,50

Playstation
* Playstation Store – R$ 39,90

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