Borderlands, como muito já falei no outro MetaGames, é uma das minhas franquias favoritas. Seu elenco de apoio é algo muito além da curva, ganhando muito desenvolvimento e personalidade própria.

Um dos grandes destaques da franquia, aparecendo em 3 dos 4 jogos, é Handsome Jack. Incrivelmente carismático e vilanesco. Aproveitando o sucesso que foi o personagem, a 2k Games investiu numa “pré-sequência” que conta a história de como Jack, uma boa pessoa, virou esse ser sem coração.

O game é chamado de “pré-sequência” porque se passa entre Borderlands 1 e o Borderlands 2, mas foi lançado só depois do Boderlands 2. E em termos de gameplay e gráficos não temos praticamente nenhuma melhora em relação ao Borderlands 2, parecendo mais uma gigante expansão.

O jogo começa no final do segundo jogo da franquia, com Athena (personagem jogável do Pre-Sequel), sendo interrogada pelos Crimson Raiders (os rebeldes que lutavam contra o Jack no Borderlands 2). Ela conta porque servia Jack e como ele era um herói na época no qual eles se conheceram.

Nessa não tão longínqua época, Jack era um programador que tentava subir dentro da hierarquia da corporação Hyperion. Em um belo dia de trabalho, fanáticos que trabalham na empresa concorrente Dahl, conhecidos como The Lost Legion, querem tomar a estação da Hyperion, chamada Helios, que orbita Elpis, a lua de Pandora (onde se passa o Borderlands 2).

Essa estação possui um grande canhão laser capaz de destruir tanto a lua quanto o planeta. Não irei “spoilar” os motivos pelo qual a Lost Legion objetiva a destruição de Elpis e Pandora, mas envolve um grande mal e aliens.

Elpis, Helius e Pandora.

Jack tenta salvar milhões de vida conforme ele vai se perdendo em paranoia, traições e escolhas que envolve o sacrifício de vidas. Sentimos grande empatia pelo nosso futuro vilão. Tudo isso com seu melhor humor negro. É divertidíssimo como ele sempre consegue rir do nome do vilão do game, a Tungsteena Zarpedon.

Embora não joguemos com ele, os personagens jogáveis já apareceram no Borderlands 2, com excessão de Athena e baronesa Aurelia (irmã do Sir Hammerlock, do 2o jogo). Destaque para Wilhelm, que começa humano, mas pode terminar já um tanto modificado fisicamente, parecendo um ciborgue. Em Borderlands 2 ele é essencialmente uma máquina. Claptrap, Nisha e o dublê de corpo de Jack também são jogáveis, todos presentes no segundo jogo da franquia, sendo os 2 últimos como vilões.

Guardiões da Galáxia.

Borderlands: The Pre-Sequel é um game ótimo por si só, mas se torna particularmente excelente para quem jogou os outros jogos da franquia. Muitos personagens são re-significados e ao jogar novamente Borderlands 2 me senti mal por ações que o jogo me obrigou a tomar.

Novos personagens são introduzidos e já se tornam essenciais à franquia, tanto que aparecem na sequência Tales from Borderlands, jogo a respeito do qual é muito provável que eu faça um MetaGames num futuro não muito distante.

Recomendo fortemente que você jogue o Borderlands: The Pre-Sequel antes do 2. Será uma experiência única.

Sugestões para você: