Eu tenho uma relação muito forte com meu primo mais velho. Talvez por termos gostos similares no que tange ao cinema, séries e outras mídias. Devo parte dos meus gostos a ele, como os animes “Dragon Ball Z” e “Cavaleiros do Zodíaco”, grande parte da minha vida foi ocupada por estes desenhos animados. E ele ainda foi além e me apresentou alguns jogos, entre eles “Mortal Kombat”.

Na época eu tinha um fascínio por mitologia grega. Tinha interesse em saber dos deuses, heróis e monstros nas narrativas épicas que eram contadas. Foi neste momento que meu primo me apresentou “God of War” e eu soube imediatamente que aquilo iria mudar minha vida. Pesquisei, explorei e me informei sobre a história e o mundo daquela saga de games. Estava pronto, mental e fisicamente, para jogá-los.

2012 era a época dos eventos do “último parágrafo”. Sempre que me aproximava de jogar algum game da franquia, eu falhava e não jogava . Comecei a colocar na minha cabeça a possibilidade de nunca jogá-lo. Neste ano, possuía um Xbox 360 (ainda o tenho) e ficava irritado com a ideia de jogos exclusivos para consoles. Eis que ao final de 2013, minha tia informa que iria para Nova Iorque. Logo que vi a oportunidade de conseguir um Playstation 3, reuni minhas finanças, converti para o dólar e entreguei a minha tia, informando o pedido exato. Enquanto isso, no Brasil, eu já procurava os jogos para comprar. Se me lembro bem, joguei todos os seis jogos em ordem cronológica e saciei meu desejo! Consegui concluir meu objetivo com grande felicidade, pois finalmente tinha acompanhado a violenta e triste história de Kratos, o protagonista da saga.

Em comemoração ao novo God of War, venho dissertar sobre esta saga de seis jogos: “God of War Ascension” (2013 para Playstation 3), “God of War: Chains of Olympus” (2008, inicialmente para PSP, depois remasterizado para o PS3), “God of War” (2005 para PS2, depois remasterizado para o PS3), “God of War: Ghost of Sparta” (2010 para PSP, depois remasterizado para o PS3), “God of War II” (2007 para o PS2, depois remasterizado para o PS3) e por fim “God of War III” (2010 para PS3 e depois remasterizado para o PS4), em ordem cronológica.

É necessário explicar a motivação de Kratos, pois é o que o conduz durante todos os jogos. Kratos é um guerreiro espartano afamado por seus feitos em batalha. Ele era uma lenda. Vivia com sua mulher e sua filha. Em uma batalha contra o rei Bárbaro, Kratos se ajoelhou perante o seu algoz em derrota. Vendo que sua morte e a morte de seus soldados era iminente, ele suplicou ao deus da guerra, Ares, que lhe desse o poder para derrotar seu inimigo e, em troca, seria seu servo para sempre. Eis que a salvação é dada por Ares, que entrega a Kratos as laminas do caos. Então o espartano decepa a cabeça do rei bárbaro e cria seu elo com os deuses do Olimpo.

Algum tempo depois, ainda servindo ao deus da guerra, Kratos recebe a missão de ir a uma cidade de adoradores de outro deus e chacinar tudo e todos, porém, no meio do caos estava a mulher e a filha de Kratos, que foram mortas pelo próprio sem que ele sequer se desse conta. Tudo foi esquematizado por Ares, que fez isso pois acreditava que elas atrapalhavam o espartano de ser o guerreiro perfeito. A Oráculo da cidade, para lembrá-lo de seus pecados, grudou em seu corpo as cinzas das amadas. Quando notou o que tinha feito, Kratos se encheu de ira, porém, sem escolha, ofereceu-se aos outros deuses para receber em troca o perdão por suas ações. E é desta puta premissa que partimos para os jogos.

A partir da próxima página passo a falar da longa história dos jogos e, obviamente, o texto está repleto de spoilers dos jogos.

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