– Melhor Montagem: Jonathan Amos e Paul Machliss por Em Ritmo de Fuga (Baby Driver)

A montagem, também muito chamada de edição, é o processo cinematográfico mais encantador quando usado de forma correta e original. Com ela é possível viajar no tempo, ser onisciente e onipresente. É na montagem que encontramos a forma mais honesta de conduzir o telespectador por onde queremos e é por meio dela que ditamos o ritmo do filme. Com isso em mente, o prêmio de melhor montagem nessa temporada vai para Jonathan Amos e Paul Machliss pelo belo trabalho no longa Em Ritmo de Fuga. Talvez a melhor característica desse belo filme tenha sido seu ritmo de cortes casado com a trilha sonora encaixando perfeitamente nas cenas de ação. A atenção dedicada a esse casamento do começo ao fim, em uma obra que é praticamente um musical, sustenta as quase 2h de exibição que nos deixam extasiados ao seu término, como se tivéssemos acabado de sair de uma montanha russa. A essa dupla só podemos dizer uma coisa: “Tequila”!
Por Ryan Fields.

1o – Em Ritmo de Fuga – 4 votos
2o – Eu, Tonya e Dunkirk – 2 votos
3o – Blade Runner 2049 – 1 voto


– Melhor Cinematografia: Roger Deakins por Blade Runner 2049


Um dos maiores diretores de fotografia em atividade, Roger Deakins também é famoso por ser um eterno esnobado pelo Oscar – tradição cujo fim finalmente se deu esse ano. A melhor notícia, porém, é que Deakins não ganhou o prêmio como consolação (como geralmente acontece nesses casos), mas por aquele que é provavelmente seu melhor trabalho: Blade Runner 2049. Ser responsável pela fotografia da sequência do filme de ficção científica visualmente mais influente de todos os tempos pode parecer tarefa inglória, mas Deakins encontrou a medida certa entre um deslumbramento totalmente original (toda a sequência de Las Vegas, aliando perfeitamente a forma e o conteúdo da narrativa) e uma homenagens às cenas inesquecíveis concebidas por Jordan Cronenweth no original (o reflexo das águas nas paredes, a luz turva do sol). Apesar de toda a atmosfera high-tech que uma produção dessa magnitude exige, chama a atenção como o universo de Blade Runner 2049 é palpável, e Deakins traduz isso em diversas cenas, reforçando uma das temáticas centrais do filme, que é a questão do tato e do contato físico. Depois de colaborações espetaculares com os irmãos Coen e com o próprio Denis Villeneuve, Deakins realmente parece ter realizado sua obra-prima.
Por Anderson Gomes.

1o – Roger Deakins (Blade Runner 2049) – 8 votos
2o – Sayombhu Mukdeeprom (Me Chame pelo seu Nome) – 1 voto

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