Melhor Ator Coadjuvante: Sam Rockwell em Três Anúncios Para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)


Imagino que o Ator Coadjuvante é, de certa forma, tão importante quanto o protagonista. E isto se torna ainda mais claro em um filme sobre as relações humanas, fazendo com que Sam Rockwell, o nosso premiado, se destaque justamente por ser tão humano. Ao mesmo tempo que é mostrado um lado nojento de seu personagem, ele cumpre seu arco de redenção ao lutar por boa causa. Isso não o transforma nem em uma boa pessoa, nem uma pessoa ruim. O filme o trata como um ser humano que tem atitudes ruins e atitudes boas. Por isso, Rockwell é o vencedor, por apresentar uma personalidade tão odiosa, porém tão verdadeira.
Por Gabriel Eskenazi.

1o – Sam Rockwell (Três Anúncios para um Crime) – 3 votos
2o – Michael Stuhlbarg (Me Chame pelo Seu Nome) – 2 votos
3o – Woody Harrelson (Três Anúncios para um Crime), Robert Pattinson (Z: A Cidade Perdida), Bryan Cranston (A Melhor Escolha) e Willem Dafoe (Projeto Flórida) – 1 voto


– Melhor Atriz Coadjuvante – Laurie Metcalf por Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)

Em Lady Bird: É Hora de Voar, Laurie Metcalf interpreta a coadjuvante mais importante e principal da vida da imensa maioria de todos nós, a Mãe. Laurie interpreta uma mãe dura e preocupada com sua filha, demonstrando seu amor sempre antagonizando a filha em várias e complexas situações e decisões. A atriz traz para a personagem uma certa bipolaridade, alternando as emoções sobre as situações, acompanhando a raiva adolescente de Saoirse Ronan com elegância e qualidade, e passando a exata medida do velho adágio de que mãe é padecer no paraíso (ou em Sacramento). É por isso, por interpretar um papel tão difícil e tão real, que Laurie é a nossa escolhida do ano.
Por Gabriel Eskenazi.

1o – Laurie Metcalf (Lady Bird) – 4 votos
2o – Allison Janney (EU, Tonya) – 3 votos
3o – Robin Wright (Blade Runner 2049) e Mary J. Blige (Mudbound) – 1 voto

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