– Melhor Ator: Gary Oldman por O Destino de uma Nação (Darkest Hour)

Comumente, falamos sobre como uma obra de Arte entra para a História; como ela imortaliza o seu autor; como resiste ao passar do tempo. Isso não serve tão somente para a peça como um todo: o filme, já que estamos a falar sobre Cinema. Encaixa-se também perfeitamente em determinado elementos de uma produção: roteiro, direção, edição, cinematografia, atuação. Nesta última há uma particularidade: estamos sempre a ver rostos familiares, mas como conseguimos enxergar através do ator e identificar tão somente o personagem? Trata-se do poder de versatilidade. E, em relação a isso, não há no mundo alguém que supere Gary Oldman – conhecido por mim e meus amigos como um “camaleão cinematográfico”. Indicado pela segunda vez na Academia (o que é um absurdo inimaginável) e finalmente levando a estatueta e imediatamente a oferecendo lindamente à sua mãe de 99 anos, Gary encarna o imortal Winston Churchill, fazendo de sua atuação algo mais extraordinário do que a própria obra pronta. O que Oldman realiza é para se ter como uma das melhores atuações da História do Cinema, sendo muito mais do que uma maquiagem que o envelheceu. A expressão corporal de um idoso é dele; a impostação vocal de um velho é dele; e os trejeitos de alguém vivo há um bom tempo também é dele. De todos os premiados no 90º Academy Awards, Gary Oldman foi o responsável pela única realização que, definitivamente, saltou aos olhos; que envolveu; que fez permanecer no meu imaginário o quanto o Cinema é maravilhoso. O considerado maior britânico de todos os tempos encarnado por um dos maiores artistas de todos os tempos (igualmente britânico) a quem devo muito acerca da minha visão artística, em especial, cinematográfica.
Por Rene Vettori.

1o – Gary Oldman (O Destino de uma Nação) – 6 votos
2o – Jacob Tremblay (Extraordinário) e Timotheé Chalamet (Me Chame pelo seu Nome) – 1 voto


– Melhor Atriz: Florence Pugh por Lady Macbeth

Sir Laurence Olivier, um dos maiores atores de todos os tempos, disse uma vez que “o ator deve ser capaz de criar o universo na palma da sua mão”. Na primeira cena de Lady Macbeth, o espectador se depara com uma mulher cujo rosto está coberto por um véu. Nunca uma primeira cena prenunciou tão bem a atuação que presenciaríamos daquele momento em diante. Quando o véu sai e encaramos os olhos de Florence Pugh estamos definitivamente fisgados pela atuação feminina mais potente e magnética em muitos anos. A jovem inglesa, praticamente uma estreante, se joga e empresta seu corpo a uma mulher que não é um universo, mas vários. Sua Katherine explode em cada gesto, cada momento de respiração, cada pausa. É frágil e terrível, apaixonada e cruel, simples e multifacetada. É assustadoramente belo. Se Lady Macbeth for o prenúncio do que esta jovem atriz guarda para o mundo, respire, leitor. Alguém está realmente decidida a gravar o seu nome na arte de representar. Bravissimo, Florence Pugh!
Por Marco Medeiros.

1o – Florence Pugh (Lady Macbeth) – 2 votos (critério de desempate)
2o – Jennifer Lawrence (Mãe!), Frances McDormand (Três Anúncios para um Crime) e Saoirse Ronan (Lady Bird) – 2 votos
5o – Margot Robbie (Eu, Tonya) – 1 voto

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