– Melhor Diretor: Darren Aronofsky por Mãe! (Mother!)

Após assistir a “Noé“, um filme que, como Mãe!, foi carregado de uma polêmica tal que impediu muita gente de apreciá-lo como merecia, eu cheguei a conclusão de que não há na Terra um cineasta tão necessário (e, ao meu ver, tão brilhante) quanto Darren Aronofsky. A expressão francesa tour de force (um feito de extraordinária dificuldade, de demonstração do domínio pleno de determinada técnica ou habilidade) parece ter sido cunhada para descrever a obra de Aronofsky e nunca isso ficou tão claro quanto em Mãe!. Aqui ele assina o roteiro e a direção de um filme tão ambicioso quanto egocêntrico e, justamente por isso, tão perfeito quanto necessário. Se em sua obra Aronofsky se notabilizou por retratar personagens que são dilacerados por sua própria natureza (conforme falei em nosso Top 10 – Melhores Diretores em Atividade, no qual ele ficou em 2º), em Mãe! ele cria uma alegoria para tanta coisa dentro da condição humana que eu – ou qualquer outra pessoa (talvez até mesmo o próprio Darren) – sou incapaz de listar. Mas é valendo-se de seu domínio absoluto da linguagem cinematográfica e de um roteiro literário em suas figuras de linguagem que Darren usa o próprio Criador (e, por Criador, ele não se refere apenas Àquele) e o tormento de sê-lo para nos explicar o que é ser humano.
Por Gustavo David.

1o – Darren Aronofsky (Mãe!) – 3 votos
2o – Luca Guadagnino (Me Chame pelo seu Nome) – 2 votos
3o – James Gray (Z: A Cidade Perdida), Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma), Greta Gerwig (Lady Bird) e Guillermo del Toro (A Forma da Água) – 1 voto


– Melhor Filme: Mãe! (Mother!), de Darren Aronofsky

Mãe! é o tipo de filme que te desafia em todas as áreas possíveis. E delas não eximo a própria missão de falar a respeito da obra. Isso se dá pelo fato de qualquer mero detalhe vir a ser um potencial spoiler dentro de uma dinâmica de constante exercício de entendimento de significantes e significados, fruto de uma alegoria ao mesmo tempo óbvia e jamais feita pelo mestre Darren Aronofsky. A obviedade se dá pela inspiração vir de algo primitivo. E o surrealismo se justifica pelo diretor conduzir uma história sem pé nem cabeça que, ao mesmo tempo, desperta interpretações diversas numa mesma sala de cinema. Um filme que a primeira vista pode ser rotulado como feito pra chocar e ser pseudocultzinho. Talvez até se torne, com o tempo, uma obra clássica de fato. Mas que vai muito além do imediato (e maravilhoso) sentimento de “que porra está acontecendo” que alguns pretensiosos longas carregam sem, por fim, resultar em nada. O que posso garantir sobre Mãe!, e é a única garantia que dá pra ter, é que está longe de ser um filme vazio de emoções. É um convite à ter sua cabeça construída, destruída e reconstruída tal como a casa que os personagens moram.
Por Larissa Moreno.

1o – Mãe! – 4 votos
2o – Me Chame pelo seu Nome – 2 votos
3o – Mudbound, Lady Bird e A Forma da Água – 1 voto

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