Somos todos produtos do que um dia vivemos. A lembrança, o revisitar daquilo que já se foi fisicamente. Disso surgem inúmeros resultados, pode nos causar angústia, alegria, tristeza, emoção… Nós descobrimos o que é verdadeiramente importante, tempos depois na maior parte das vezes. Filmes têm uma beleza indescritível, a beleza deles é que o fato está lá, porém, será recebido de diferentes maneiras entre, por exemplo, mim e você.

Eu notei a verdadeira importância  de muitas coisas na minha vida tempos depois. Perdi meu avô paterno quando tinha sete anos, um homem verdadeiramente sábio, e, em diversos momentos do meu dia, imagino como seria conversar com ele agora que sei alguma coisa pouco a mais que eu sabia dez anos atrás. Este foi um exemplo. O meu segundo exemplo é que quando era pequeno eu conheci Star Wars. Não lembro bem das circunstâncias de como chegou a mim, pois não dava a importância devida! Eu era apaixonado pelos filmes, mas, ainda assim, não sabia o verdadeiro significado que eles trariam. Este significado apareceu dividido em três partes:

1ª parte – Dezembro de 2015, “O Despertar da Força”. Desde o primeiro trailer completamente novo, passando pelo segundo com Han e Chewie dentro da Millenium Falcon: “Chewie, we’re home”. Continuou ao assistir ao filme, ficava alegre a cada momento, estava feliz, estava em casa. Esta parte finaliza quando chego em casa e penso: “Caramba, em uma noite voltei a uma parte da minha infância e perdi um personagem que partiu.”

2ª parte – Dezembro de 2016, um pouco depois da estreia de “Rogue One”. Recebo em meu Twitter uma das notícias que mais me fizeram chorar de todas elas, a minha querida princesa Leia, Carrie Fisher tinha falecido. Fiquei desolado, aquilo me feriu, personagens tão marcantes que deixaram seus atores tão marcantes quanto.

Em “Star Wars: Os Últimos Jedi” ” acompanhamos a história de Rey tentando adquirir os conhecimentos Jedi de Luke Skywalker, totalmente isolado do resto da Galáxia. Enquanto a Resistência, comandada pela agora General Leia Organa tenta fugir da Primeira Ordem.

Como a resenha do filme já foi feita por vários dos meus colegas, este texto será algo particular e não me preocuparei em dissertar sobre o lado técnico. Star Wars é um universo que o fã admira tanto por ser algo único, a cada filme essa exclusividade é colocada de alguma forma desde “Uma Nova Esperança”.

Algumas filosofias vêm sendo implantadas por mim mesmo na minha cabeça, eis duas delas:

  • Se o filme foi feito com amor, alguma coisa vale;
  • Se o filme me traz alguma emoção, já vale de muito.

E foi esta segunda filosofia que Rian Johnson, que só não é fã como a gente porque teve capital suficiente para produzir um filme, fez para mim neste filme. Se aquilo que eu vi me remete às lembranças que eu tinha ao ver a trilogia original, já está cumprido o papel.

Argumente o quanto quiser, roteiro fraco, atuação fraca, qualquer coisa que você possa encontrar, isso não me importa, pois filme bom não é filme correto, mas, sim, que mexe contigo de alguma forma. E como este filme mexeu. Tremi, me emocionei, sorri, animei. Tudo que eu peço como fã de Star Wars. E que bom que eu recebi.

Entro em um conflito de emoções neste momento, de um lado, fico feliz em ter visto mais um capítulo da saga, de outro lado, fico triste em saber que estamos nos aproximando do fim. Mas o que se consagra está destinado a eternidade, e como repetirei está saga maravilhosa durante anos.

3ª Parte- Dezembro de 2017, sim, Star Wars: Os Últimos Jedi.

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