Mike Birbiglia: Thank God For Jokes

Mike Birbiglia, como eu falei no nosso Garimpo Netflix: Especial Dia das Crianças, é uma das mais gratas surpresas que tive nos últimos anos. Isto porque Mike é realmente um ponto fora do curva no mundo do stand-up. Ele não fica lá em cima apontando obviedades, não usa palavrões como muleta e raramente faz piadas sexistas e/ou ofensivas. Em vez disso, ele se fia na sua história de vida que, como a de todos nós, é tragicômica, e conta-nos anedotas do dia a dia, sempre com uma ternura e um talento narrativo realmente incomparáveis neste meio. Em seu segundo especial para a Netflix (o primeiro é das melhores coisas que eu já vi e se chama “My Girlfriend’s Boyfriend”), Mike fala de sua relação com a religião (ou a falta dela) e de como a comédia salvou a sua vida.


 

Judah Friedlander: America Is The Greatest Country In The United States

Friedlander experimentou alguma fama com o seu Frank, em 30 Rock, mas seu talento mesmo está no stand-up. Toda a sua encenação está presente em uma persona de palco que jamais ri, muito embora faça comentários como “eu tenho uma faixa preta extra escura em caratê” ou pergunte às pessoas se elas são a favor ou contra o racismo. É um estilo de comédia baseado em um personagem criado por Judah que talvez esteja até mais perto do que nós estamos acostumados aqui no Brasil do que eles estão nos EUA, já que é tudo muito mais calcado em como a piada é contada do que na própria piada. Boa parte da graça não é roteirizada e sua performance depende pesadamente da interação com a plateia, em especial porque ele brinca com verdades absolutas e sentimentos equivocados de patriotismo. E, puta que o pariu, como ele faz isso funcionar bem. Um comediante um tanto diferente dos demais aqui da lista, mas que, talvez até mesmo por isso, também merece a sua atenção.

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